Projetos de Pesquisa

 

Foto de perfil

Ademar Benévolo Lugão

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • laboratório nacional de nanotecnologia aplicada às áreas nuclear e correlatas
  • A CNEN tem atuação em todo território Brasileiro. Suas 14 unidades, dentre institutos de pesquisa, laboratórios, agências distritais e escritórios regionais, estão distribuídas por nove estados brasileiros e sua sede localiza-se no Rio de Janeiro e ainda no Rio estão o Instituto de Radioproteção e Dosimetria - IRD; o Distrito de Angra dos Reis - DIANG (RJ), o Instituto de Engenharia Nuclear - IEN e o Escritório de Resende (ESRES). As demais unidades espalhadas por todas as regiões do país são: - Distrito de Caetité - DICAE (BA) - Distrito de Fortaleza - DIFOR (CE) - Escritório de Porto Alegre (ESPOA) - Escritório de Brasilia - ESBRA (DF) - Laboratório de Poços de Caldas - LAPOC (MG) - Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste - CRCN-CO, em Goiânia (GO) - Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste - CRCN-NE, em Recife (PE) - Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear - CDTN, em Belo Horizonte (MG) - Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN, em São Paulo (SP) O IPEN, que produz atualmente 38 diferentes radiofármacos, incluindo o flúor FDG-18F, além de ser o único produtor de Geradores de Tecnécio-99m no país. O IEN, localizado no Rio de Janeiro, produz o FDG-18F, iodo-123 ultra-puro e metaiodobenzilguanidina marcada com iodo-123; o CDTN, em Belo Horizonte, produz o FDG-18F e Na18F; e o CRCN-NE, em Recife, produz somente o FDG-18F. Além desses, o IPEN fornece fios de irídio-192 e sementes de iodo-125, ambos utilizados em tratamentos oncológicos, por meio de procedimentos de braquiterapia. A atuação da CNEN em nanotecnologia é evidente nos avanços nas áreas de atuação seguintes: •medicina nuclear (fortemente ligado à nanotecnologia, pois comercializamos radioisótopos conjugados com moléculas ou nanopartículas com afinidade tumoral); •aplicações na indústria, agricultura e meio ambiente (fortemente ligado à nanotecnologia, pois a aplicação de radiação ionizante gera alterações na nano/microestrutura dos materiais); •pesquisa e ensino relacionados a tecnologias aplicadas (nossos cursos de posgraduação oferecem várias disciplinas em nanotecnologia); A CNEN está formando o laboratório nacional de nanotecnologia aplicada às áreas nuclear e correlatas – NuclearNANO, considerando a integração das suas 14 unidade distribuídas por todo o país. Porém, o laborabório nuclearnano, nesse momento, se consolida por uma atuação em rede das várias instalações e laboratórios do IPEN em SP, do CDTN em MG e do CRCN-NE em Pernanbuco. A nanotecnologia aplicada às áreas nucleares e correlatas atendem de forma intensa, as áreas a seguir: •Saúde: - por meio dos radiofármacos nanoestruturados e desen-volvimento de nanopartículas com aplicações teranósticas ou para o carreamento de fármacos e curativos avançados com nanopartículas de prata etc.; •Agropecuária: - desenvolvimento de sistemas de liberação controlada de defensivos agrícolas (agrotóxicos); reaproveita-mento de celulose por meio da síntese de nanocelulose, uso de radionuclídeos nanoestruturados como traçadores para estudo do desenvolvimento de novas variedades e também diagnostico e tratamento de doenças. •Automobilística: o uso de polímeros nanoestruturados por meio da radiação ionizante já é uma prática comum na indústria automobilística. Por exemplo, os pneus são produzidos por meio da pré-reticulação e oxidação seletiva induzidas por radiação ionizante de camadas de borracha reforçadas por mantas de poliéster e ou aço. Outro exemplo, os fios e cabos elétricos usados debaixo do capô de um automóvel são nanoestruturado por meio da reticulação induzida por radiação. Espumas e compósitos na industria automobilística também são processados por radiação para melhoras de propriedades. •Eletro-eletrônica – dopagem de semicondutores em reator nuclear, fios e cabos elétricos usados em quase todos os dispositivos eletrônicos, computadores celulares, televisão, sistemas militares etc. são nanoestruturado por meio da reticulação induzida por radiação. •Mineração: indução de centros de cor para valorização de gemas e pedras preciosas; •Alimentos: embalagens termoencolhíveis e inteligentes nanoestruturadas por meio da reticulação induzida por radiação; •Farmacêutica e cosmética e conservação de objetos de arte: demandam a esterilização por radiação dos seus produtos e nossos laboratórios precisam apoiar o desenvolvimento das formulações para resistirem ao processo ou minimizar os danos; ETC.
  • Comissão Nacional de Energia Nuclear - RJ - Brasil
  • 18/12/2019-31/12/2023
Foto de perfil

Ademir Antonio Cazella

Ciências Agrárias

Agronomia
  • o enfoque da cesta de bens e serviços territoriais: modelo de análise do desenvolvimento territorial sustentável
  • O enfoque teórico-metodológico da Cesta de Bens e Serviços Territoriais (CBST) foi formulado originalmente a partir da realidade empírica de zonas rurais francesas marginalizadas do processo de modernização agrícola iniciado no II pós-Guerra. Trata-se da identificação e valorização de um conjunto articulado (“cesta”) de recursos específicos ou intrínsecos de cada território, a exemplo de produtos típicos e serviços associados ao turismo rural e a circuitos curtos de comercialização. Por definição, a “Cesta” implica, também, atributos ambientais, paisagísticos, históricos e culturais, bem como um sistema de governança territorial composto por atores públicos, associativos e privados. Essa conjunção de fatores resulta na geração de uma renda de qualidade territorial apropriada por diversos segmentos produtivos ou prestadores de serviço, favorecendo, com isso, melhorias de indicadores de sustentabilidade e de desenvolvimento dos territórios. Assim, este enfoque se diferencia de ações setoriais de desenvolvimento agrícola centradas exclusivamente em indicadores econômicos de cadeias produtivas. Dentro desse debate, este projeto de pesquisa tem por objetivo geral conceber um arcabouço teórico-metodológico de análise de desenvolvimento territorial sustentável adaptado para apreensão das particularidades e heterogeneidades socioeconômicas, ambientais, culturais e organizacionais de diferentes territórios rurais brasileiros. Em relação aos objetivos específicos pretende-se: i) incorporar novas contribuições teóricas associadas à construção social de mercados agroalimentares no quadro analítico da CBST pensado para o caso brasileiro; ii) elaborar indicadores quantitativos para avaliar a qualidade dos componentes da CBST (produtos e serviços, cenários e sistemas de governança territorial), que permitam a comparação entre os distintos territórios analisados; iii) inventariar e analisar os componentes da CBST dos territórios estudados a partir da percepção dos atores territoriais investigados sobre os processos que influenciam a especificação de recursos e ativos territoriais e a geração de renda de qualidade territorial; iv) elaborar uma proposta de curso para capacitação de agentes de desenvolvimento territorial sustentável especializados no enfoque da CBST; v) promover ações de cooperação interinstitucional que fortaleçam processos de desenvolvimento territorial sustentável no país e o intercâmbio internacional entre membros da equipe brasileira e os pesquisadores francês, suíço e canadenses por meio de videoconferência, produção científica compartilhada e estágios (doutorado sanduíche e pós-doutoral). Para tanto, conta com o envolvimento de uma rede de pesquisadores e organizações de ensino, pesquisa e extensão, nacionais e estrangeiras, que atuam com o tema do desenvolvimento territorial em zonas rurais. Destaque-se a participação de pesquisadores de três universidades brasileiras (Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Estadual de Santa Catarina e Universidade Federal do Pará - Campus de Cametá), de três Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e de três universidades estrangeiras (Université Alpine de Grenoble da França, Université de Neuchâtel da Suíça e University of British Columbia do Canadá), entre os quais Bernard Pecqueur, coordenador do grupo francês que formulou o enfoque da "Cesta". Em termos metodológicos, cinco estudos de caso serão realizados em distintos territórios rurais, sendo quatro no Estado de Santa Catarina e um no Estado Pará, com o propósito de inventariar e avaliar a coleção de produtos e serviços com potencial para compor uma CBST, bem como os cenários e sistemas de governança territorial existentes em cada um desses territórios. Como resultados esperados destaca-se o aprimoramento e adaptação do enfoque teórico-metodológico para as condições socioeconômicas brasileiras, a promoção do intercâmbio técnico-científico entre pesquisadores, associações civis, empresas privadas e órgãos públicos e a elaboração de uma proposta de capacitação de agentes de desenvolvimento rural na abordagem da CBST. Além disso, ao longo do projeto haverá a conclusão de 4 dissertações de mestrado, 3 teses de doutorado, no mínimo 6 apresentações de trabalhos em eventos técnico-científicos, 5 artigos aceitos ou publicados e a realização de 6 seminários interinstitucionais, com participação dos pesquisadores estrangeiros por videoconferência. Essa tarefa é fundamental em um país cujas políticas públicas agrícolas primam preponderantemente pelo aumento da produtividade de commodities agrícolas e marginalizam os territórios rurais que não reúnem as condições necessárias para tal fim. Nesse sentido, este projeto inova metodologicamente e favorece a produção de resultados de pesquisa na área de desenvolvimento rural sustentável com grande potencial de replicabilidade e adaptação em distintos territórios rurais brasileiros.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022