Projetos de Pesquisa

 

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Adelmo Saturnino de Souza

Ciências Exatas e da Terra

Física
  • jornada científica do oeste baiano: a inteligência artificial como a nova fronteira do desenvolvimento científico
  • A região do Oeste da Bahia ocupa posição de destaque na produção agrícola e energias renováveis. Isso foi possível graças a tecnologia de ponta e abundância de recursos naturais presentes na região. A transformação que ocorreu nos últimos anos, com os altos investimentos tecnológicos, não foi de forma homogênea, tendo em vista que hoje o oeste baiano ainda apresenta municípios com baixo IDHM e alunos com pouco interesse por áreas de tecnologia. Neste contexto, a Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) desempenha um papel fundamental, não apenas no desenvolvimento de novas tecnologias, mas também na popularização e divulgação do conhecimento científico e tecnológico. A proposta para a SNCT mobilizará os campi da UFOB localizados em 5 municípios da região, que levarão o tema “Inteligência artificial: a nova fronteira da ciência brasileira” para diferentes tipos de público, desmistificando a ideia que ciência é algo difícil e mitigando a relação conflituosa entre emprego e Inteligência Artificial (IA). As ações/atividades presentes nesta proposta aproximará a comunidade da Universidade e viabilizará o acesso de crianças e adolescentes à ciência e a tecnologia de forma simples e formativa, através da proposição de seminários, palestras, ciclos de debate, minicursos, oficinas, portas abertas e ciência móvel. Além disso, a proposta visa a realização de um evento conectando IA com as Tecnologias Convergentes e Habilitadoras, que é a principal ferramenta propulsora da IA.
  • Universidade Federal do Oeste da Bahia - BA - Brasil
  • 29/10/2020-30/04/2021
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Ademar Arthur Chioro dos Reis

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • rede de atenção às urgências e a produção viva de mapas de cuidados
  • O SUS é definido como uma rede regionalizada e hierarquizada de ações e serviços de saúde, cuja materialização nas últimas décadas propicou avanços e desafios na estruturação do sistema (Chioro dos Reis et al, 2017). A implantação das Redes de Atenção à Saúde (RAS) a partir de 2010 representou uma nova etapa de organização do sistema, com o objetivo de garantir a integralidade e mudar os modos de produzir cuidado. As redes temáticas priorizadas foram: Cegonha, Urgência e Emergência, Psicossocial, da Pessoa com Deficiência e Doenças Crônicas (Brasil, 2011, 2012, 2014). As RAS propõem um novo modelo de estruturação do sistema com o objetivo de se obter melhores resultados epidemiológicos e de integralidade (Brasil, 2010), já utilizado em diversos países onde predominam condições crônicas, como o Canadá e a Europa Ocidental (Mendes, 2010), como estratégia para garantia da integralidade, economia de escala e de escopo. A Rede de Atenção às Urgências (RUE) foi proposta com a finalidade de articular e integrar os equipamentos de saúde, ampliar e qualificar o acesso dos usuários às urgências/emergências, de forma ágil e oportuna, a partir de pontos de atenção: UBS, serviços de atenção pré-hospitalar, hospitais e atenção domiciliar (Brasil, 2011). Avanços têm sido alcançados, mas há dificuldades a serem superadas para se engendrar novos arranjos de gestão e governança e instituir uma nova cultura institucional na saúde (Jorge, 2014). Na experiência de implementação das Redes Temáticas podemos identificar dois grandes campos conceituais que se interconectam: as Redes de Atenção à Saúde (Mendes, 2010) e as Redes Vivas de Saúde (Merhy et al, 2014), cujas relações não são determinísticas ou dicotômicas, mas imanentes e complementares. A definição das RAS como redes constituídas por diversos pontos de atenção à saúde, com centralidade da atenção básica, sistemas logísticos e de apoio (Mendes, 2010), contem elementos estrutural-funcionalistas e traz um novo modelo de financiamento (incentivos e/ou orçamentação global atrelados à metas) que busca superar a lógica de remuneração por procedimentos (Moreira et al, 2017). A proposta de implementação das RAS aposta no fortalecimento da da governança regional, mas as 438 regiões de saúde instituídas no país e os espaços regionais de gestão não garantem um processo vivo e potente de regionalização (Chioro dos Reis et al, 2017). A regionalização, mais do que um processo de organização das ações e dos serviços, é uma construção política que deve favorecer o diálogo entre os atores locais e os gestores para o reconhecimento e enfrentamento das necessidades de saúde dos territórios específicos (Mendes et al, 2015). A RUE, conduzida com forte indução financeira, baseada no planejamento regional e em instrumentos legais-normativos extensos aplicados em diferentes realidades, pode ter desencadeado processos meramente burocratizados, mas sem necessariamente obter os resultados propostos (Tofani, 2016). Já o conceito de Redes Vivas de Saúde é fundamentado no processo micropolítico de gestão e do trabalho em saúde. Chioro dos Reis et al (2017) propõem a Regionalização Viva como potencializador da gestão e governança regional sob a perspectiva micropolítica. Cecílo (2007) já alertava que não há arranjo institucional que consiga capturar ou circunscrever a complexidade das relações institucionais. Também o protagonismo dos usuários, ao construírem seus próprios itinerários terapêuticos, através do regime de “regulação leiga”, transcende as estruturas e processos rígidos (Cecílio, 2014). O estranhamento e a externalidade dos gestores com o espaço micropolítico traduz-se em práticas e modelos de implementação de políticas públicas que buscam normalizar e controlar este território (Cecílio, 2012). Ou seja, as políticas oficiais são reprocessadas e adquirem novos desenhos nem sempre “planejados” por seus formuladores (Chioro dos Reis, 2011). Questão central da pesquisa: quais mapas de cuidado tem sido produzidos a partir da implementação da RUE? Objetivo geral: analisar o processo de implementação e conformação dos modos de produção do cuidado da Rede de Atenção às Urgências (RUE) em duas regiões de saúde. Objetivos específicos: a) Identificar analisadores da produção micropolítica presentes no processo de pactuação e implementação da RUE; b) Analisar as diferentes produções no processo de gestão a partir de sua implementação nas regiões de saúde de Campinas (SP) e Passo Fundo (RS); c) Caracterizar as transformações ocorridas nos modos de produção do cuidado em saúde a partir da implementação da RUE nas regiões de saúde. Metodologia: A pesquisa terá caráter qualitativo, analítico, com abordagem micropolítica. Caracteriza-se como estudo de casos e fará uso do método biográfico. Fases da pesquisa: revisão bibliográfica e análise de documentos oficiais da formulação da RUE; coleta de depoimentos com informantes-chave identificados entre os gestores do SUS nas regiões de saúde; entrevistas com usuários-guia para a coleta de narrativas sobre o uso da rede; entrevistas em profundidade com gerentes de diferentes serviços que compõem a RUE. O material empírico será analisado por planos de visibilidade mediante as categorias identificadas, tendo como referência a “Abordagem do Ciclo de Políticas Públicas”, desenvolvido por Ball. Resultados esperados: O principal resultado é o aprofundamento de formulações teórico-conceituais em relação aos processos de formulação e implementação de políticas de saúde, contribuindo para o alargamento do pensamento teórico sobre as dinâmicas organizacionais e a superação de modelos teóricos demasiados simplificados e funcionalizantes, com baixa capacidade para compreender e intervir em complexas dinâmicas organizacionais. Produtos esperados: 2 mestrados acadêmicos e 1 doutorado; 1 livro; 3 artigos; 6 trabalhos em congressos; relatório técnico para compartilhamento com gestores do SUS.
  • Universidade Federal de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022