Agraciados

 

PESQUISADORES EMÉRITOS - 2016

 

Reynaldo Luiz Victoria

Reynaldo Luiz Victoria Agraciado 2016

Possui graduação  em Engenharia Agronômica pela Universidade de São Paulo (1972), especialização  em Uso de 15N Em Pesquisas Agronômicas pela University Of Saskatchewan (1977), mestrado em Ciências (Energia Nuclear na Agricultura) pela Universidade de São Paulo (1975), doutorado em Agronomia (Solos e Nutrição de Plantas) pela Universidade de São Paulo (1980), pós-doutorado pela University Of California Davis (1982) e pós-doutorado pela University of Washington (1993). Atualmente é professor titular  da Universidade de São Paulo, Assessor Científico do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Membro de Conselho do Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia,  do Ministério da Educação e Membro externo do Conselho Cien do Ministério da Ciência e Tecnologia. Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Ecologia de Ecossistemas. Atuando principalmente nos seguintes temas: isótopos, Amazônia, hidrologia.

 

Gerhard Malnic

Gerhard Agraciado 2016

Gerhard Malnic concluiu o doutorado em Ciências (Fisiologia Humana) pela Universidade de São Paulo em 1960. Atualmente é professor titular da Universidade de São Paulo. Publicou 135 artigos em periódicos especializados e 121 trabalhos em anais de eventos. Possui 13 capítulos de livros e 2 livros publicados. Possui 10 itens de produção técnica. Orientou 8 dissertações de mestrado e 18 teses de doutorado nas áreas de Fisiologia e Biofísica. Atua na área de Fisiologia, com ênfase em Fisiologia Renal. Em suas atividades profissionais interagiu com 96 colaboradores em co-autorias de trabalhos científicos. Foi diretor do Inst. Ciências Biomédicas, e do Inst. Estudos Avançados, da USP. Membro titular: Academia Brasileira de Ciências, Academia de Ciências do Estado de São Paulo, Academia de Ciências da América Latina. Membro, Corpo Editorial: Kidney International, 1972 75; Brazilian Journal Biol.Med. Research, 1981-1991; American Journal of Physiology, Renal, membro Editorial Reviews Board, 1999-2007; Physiological Reviews, Editor Correspondente para a América Latina, 1975 80, 1999-2006. (Texto informado pelo autor)

 

Durval Rosa Borges

Druval Agraciado 2016

Durval Rosa Borges formou-se em medicina em 1967, concluiu o doutorado em 1971 e a Livre-Docência em 1990 na Escola Paulista de Medicina (EPM), hoje Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Realizou formação pós-doutoral com José Leal Prado (EPM) e A. H. Gordon, no National Institute for Medical Research (Londres). Atualmente é professor titular do Departamento de Medicina da Unifesp, dirigindo o Laboratório de Hepatologia Experimental. Publicou mais de uma centena de artigos em periódicos especializados. Editou 6 livros na área médica. Orientou dissertações de mestrado, teses de doutorado e supervisionou pós-doutorados, além de ter orientado trabalhos de iniciação científica. Recebeu prêmios e/ou homenagens, sendo Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico. Atua na área de Medicina, com ênfase em Hepatologia, estudando aspectos experimentais e clínicos da hipertensão portal. Em suas atividades profissionais interagiu com mais de uma centena de colaboradores em co-autorias de trabalhos científicos. Foi Pró-reitor de Graduação da Unifesp.

 

Carol Hollingworth Collins

Carol Agraciada 2016

Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível SR - CA QU ¿ Química. Possui graduação em Química - Bates College (1952) e doutorado em Fisico-Química Orgânica - Iowa State University of Science and Technology (1958). Atualmente é professora titular emérita da Universidade Estadual de Campinas. Tem experiência em várias áreas de Química, com ênfase atual em Química Analítica, atuando principalmente em separações cromatográficas, com destaque para a cromatografia líquida de alta eficiência, preparação de fases estacionárias e diversas aplicações.

 

José Renato Coury

Jose Renato Agraciado 2016

José Renato Coury é formado em Engenharia de Materiais pela Universidade Federal de São Carlos, 1974. Obteve seu Mestrado em Engenharia Química pela Universidade de São Paulo em 1979. Concluiu o Doutorado em Engenharia Química na Universidade de Cambridge, Inglaterra, em 1983. Realizou pós doutoramento na Universidade de New South Wales, Austrália, em 1988/9 e na Universidade de Alberta, Canadá, em 1996/7. Atualmente aposentado, foi Professor Titular da Universidade Federal de São Carlos, membro do Comitê Assessor do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, membro da Associação Brasileira de Engenharia Química e membro do Conselho Editorial do periódico Powder Technology, Elsevier Science. Publicou mais de 80 artigos em periódicos especializados e mais de 300 trabalhos em anais de eventos. Possui 9 capítulos de livros publicados. Orientou mais de 20 dissertações de mestrado e 20 teses de doutorado, além de diversos trabalhos de iniciação científica e trabalhos de conclusão de curso. Recebeu 2 prêmios e/ou homenagens. Atua na área de Engenharia Química, com ênfase em operações de separação e mistura. Em suas atividades profissionais interagiu com mais de uma centena de colaboradores em co-autorias de trabalhos científicos.

 

Maria Lígia Coelho Prado

Maria Ligia Agraciada 2016

Graduada em História pela FFLCH/Universidade de São Paulo (1971), Mestre em História Social, FFLCH/USP (1974) e Doutora em História Social, FFLCH/USP (1982); Livre-docente em História da América Independente, FFLCH/USP (1996); Professora Titular em História da América Independente, FFLCH/USP (2002). Professora Emérita FFLCH/USP (2012). Foi presidente da Associação Nacional de Pesquisadores e Professores de História das Américas (ANPHLAC), 1998/2000. É especialista em História da América Latina, trabalhando na interseção dos campos da História Política, História da Cultura e História das Idéias. Foi coordenadora do Projeto Temático/FAPESP: Cultura e Política nas Américas: Circulação de Idéias e Configuração de Identidades (séculos XIX e XX) entre 2007 e 2011. Membro do Laboratório de Estudos de História das Américas - LEHA do Departamento de História da USP, que coordenou entre 2008 e 2012.

 

Tânia Maria Dietrichs Fischer

Tania Fischer Agraciada 2016

Possui doutorado em Administração com distinção e louvor pela Universidade de São Paulo (1984), mestrado em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1977) e graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1973) tendo realizado estágios de pós-doutorado na França, Estados Unidos, Canadá e Espanha, com apoio da CAPES/COFECUB, CNPq e CISYT. Atualmente é professora titular da Universidade Federal da Bahia e coordenadora do Centro Interdisciplinar em Desenvolvimento e Gestão Social (CIAGS). É pesquisadora DTI 1A do CNPq e membro titular da Academia Baiana de Ciências. É conselheira da Fundação Banco do Brasil, SEBRAE e FIEB. Coordena projetos PRO-ADMINISTRAÇÃO, PRO-CULTURA da CAPES, PRONEX e CT/INFRA. Foi presidente da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação Administração (ANPAD) e diretora da Associação Nacional de Programas de Planejamento Urbano e Regional (ANPUR) e Associação Nacional de Programas de Ensino de Transportes (ANPET). Foi consultora da UNESCO, Banco Mundial e BID. Tem experiência nas áreas de Administração e Educação, com ênfase em Poderes Locais e Gestão Social do Desenvolvimento Territorial, Organizações e Interorganizações, Gestão e Educação para a Gestão. Recebeu os seguintes prêmios e destinções: Medalha de Ouro 50 anos de Pós-Graduação Brasileira concedida pela CAPES; Pesquisador de Destaque pela UFBA (2009) e Homenagem da ANPAD e ANPET.

 

Silviano Santiago

Silviano Santiago Agraciado 2016

Escritor, crítico e professor, Bacharel em Letras Neolatinas pela UFMG e Doutor em Letras pela Université de Paris - Sorbonne (1968). Foi professor visitante e/ou pesquisador em diversas instituições norte-americanas (Rutgers University, University of New York at Buffalo, Stanford University, University of Texas, Austin, Indiana University, Yale University e Princeton University) e no Canadá (University of Toronto). Foi Professor Associado da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro entre 1974 e 1988 e Professor Adjunto da Universidade Federal Fluminense de 1988 a 1997, onde, após a aposentadoria, recebeu o título de Professor Emérito (2004). É Doutor Honoris Causa pela Universidad Metropolitana de Ciencias de la Educación, do Chile (2013) e pela Universidad Tres de Febrero, na Argentina (2014). Atua regularmente como crítico literário e cultural em grandes jornais do país, como curador e conferencista e, além das várias coletâneas de ensaios publicadas, é autor de inúmeras obras de ficção.

 

Foto do Alberto Luiz Galvão Coimbra

Alberto Luiz Galvão Coimbra

2015

  • Nasceu no Rio de Janeiro em 1923, cursou o primário no colégio Pitangas, o ginásio no Anglo Americano e o científico no Colégio Universitário e no Andrews. Entrou no curso de química industrial, na antiga Universidade do Brasil (1943). Formou-se em 1946. Decidido a estudar engenharia química, ganhou uma bolsa de estudos na Universidade de Vanderbilt, em Tennessee, nos Estados Unidos (1947), com o objetivo de pós-graduar-se, e obteve o grau de mestre em engenharia química (1949). 
     
    Criador do primeiro curso de pós-graduação em engenharia química no Brasil (1963) e fundador da Coordenação dos Programas de Pós-graduação de Engenharia (1967) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). Depois, vieram os programas de engenharia mecânica (1965), de metalúrgica e elétrica (1966), de civil (1967) e de produção e naval (1968). 
     
    Afastado da universidade e da Coppe pelo Conselho Universitário (1973), passou a se dedicar à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI). Livre-docente pela UFRJ (1953), é Dr. Honoris.Causa pela UFPe (1969) e pela UFSC (1979) e Prof. Emérito da UFRJ (1993). Entre outras honrarias, é detentor da Grã-Cruz (1994) da Ordem Nacional do Mérito Científico.

Foto do Antonio Sesso

Antonio Sesso

2015

  • Nasceu em São Paulo em 1930, graduou-se em medicina pela Universidade de São Paulo (USP) em 1954, é doutor em morfologia, também pela USP (1962). Estudou Biologia Molecular, possui especialização em de autoradiografia ao nível do microscópio eletrônico de transmissão, ambos na University of California System, UC System, Estados Unidos. É pesquisador associado Senior do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo da Universidade de São Paulo e professor aposentado da Universidade de São Paulo.
     
    Tem experiência na área de Morfologia, com ênfase em Citologia e Biologia Celular e Estrutural utilizando técnicas de microscopias eletrônicas e de fluorescência. Analisou a modulação morfofuncional de várias organelas utilizando pela primeira vez no Brasil técnicas de morfometria e de autorradiografia de alta resolução, de reconstrução tridimensional ao microscópio eletrônico de transmissão (MET) sobre cortes seriados ultrafinos. Introduziu também o uso dos procedimentos de criofratura e criorelevo ao MET. Atualmente estuda o papel da via mitocondrial na promoção da morte celular programada por apoptose. Tem publicado 138 artigos científicos e 5 capítulos de livros. Orientou 10 teses de mestrado e 38 de doutorado.

Foto do Delia Rodriguez Amaya

Delia Rodriguez Amaya

2015

  • É Bacharel em Ciências pela Araneta University (Filipinas), fez Mestrado em Ciência dos Alimentos pela University of Hawaii e Doutorado em Química Agricola pela University of California ¿ Davis.
     
    Atualmente é Presidente da International Academy of Food Science and Technology (2014-2016). É a primeira mulher a ocupar esta posição. De 1977 a 2010, foi professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Orientadora de 48 teses defendidas de mestrado e doutorado. É autora de 247 publicações científicas (livros, capítulos, trabalhos completos), a maioria em circulação internacional. Proferiu mais de 220 palestras convidadas em 30 países. É editor ou membro do Corpo Editorial de 6 periódicos internacionais e 2 periódicos brasileiros.  
     
    Foi bolsista de produtividade em pesquisa na categoria 1A por 20 anos. Participou de vários FAO-WHO Expert Consultation Meetings e de comitês do Ministério de Saúde e da International Union of Food Science and Technology. Foi representante da área na CAPES e membro do Comitê Assessor de Ciência e Tecnologia de Alimentos no CNPq por dois mandatos. 
     
    Recebeu muitos prêmios, incluindo o 2012 Presidential Award (Philippine Heritage), o 2010 East-West Center Distinguished Alumni Award, o prêmio de reconhecimento Zeferino Vaz por três vezes (1994, 1997, 2003), o prêmio André Tosello (2005) e o Philippine Association of Food Technologists 50th Anniversary Recognition Award (2010).

Foto do Maurício Matos Peixoto

Maurício Matos Peixoto

2015

  • Nasceu em Fortaleza, CE (1921). Formou-se em Engenharia Civil (1943) pela antiga Escola Nacional da Universidade do Brasil, onde foi colega de Leopoldo Nachbin e Marília Chaves, sua futura esposa precocemente falecida. Foi Livre-Docente na Cadeira de Mecânica nessa mesma Escola. Com Leopoldo Nachbin, ajudou a fundar o IMPA, em 1953. Foi Professor na "Brown University (USA)" (1964-1968), no IME/USP (1973-1978) e é Pesquisador Emérito do IMPA. 
     
    Orientou 11 doutorados, no Brasil e nos Estados Unidos. Exerceu cargos administrativos, como: Vice-Presidente do CNPq (1971-1974); Presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (1975-1977); Presidente do CNPq (1979-1980) e Presidente da Academia Brasileira de Ciências (1981-1991). Pioneiro da área de Sistemas Dinâmicos foi agraciado com o Prêmio Moinho Santista (1969) e com o Prêmio TWAS (1986).

Foto do Francisco Gorgonio da Nóbrega

Francisco Gorgonio da Nóbrega

2015

  • Graduou-se em Medicina pela Universidade de São Paulo em 1967. Fez doutorado em Bioquímica também pela USP (1971) e pós-doutorado de 1978 a 1980 na Universidade Columbia (EUA). É professor titular aposentado (Biologia/Genética e Microbiologia) pela USP, foi docente da Universidade do Vale do Paraíba e professor voluntário na UNESP de São José dos Campos. 
     
    De 2012 a 2014 foi Professor Visitante Nacional Sênior junto ao Instituto de Ciência e Tecnologia da UNIFESP em São José dos Campos. Tem trabalhado desde 2000 com percepção pública da ciência e se dedicado recentemente à educação básica. Atuou junto à CAPES (biológicas I), foi membro do CA de Genética do CNPq e coordenador na área de saúde da FAPESP. Foi pesquisador nível 1A do CNPq de 1985 a 2006, e pesquisador 1B do CNPq até 2012. Participou da Comissão de Ética em Pesquisa da UNESP/SJ Campos. Foi membro da Comissão Técnica Nacional de Biotecnologia de 2007 a 2013. No Web of Science (11/01/2013) registrava 59 publicações, com 2.465 citações e um fator hi igual a 23.

Foto do Isaac Roitman

Isaac Roitman

2015

  • Nasceu em 1939, na cidade de Santos (SP). Estudou Odontologia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1959-1962), onde se interessou pela Microbiologia. Obteve o doutorado (1967) na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) orientado por Luiz Rodolpho Travassos. Trabalhou no exterior: Estados Unidos (1968), Israel (1969) e Inglaterra (1997/1990). Foi professor da UFRJ (1964-1972). 
     
    Em 1972 foi trabalhar na Universidade de Brasília onde se aposentou em 1995 como Professor Titular. Na UnB foi Decano de Pesquisa e Pós-Graduação. Foi diretor do Centro de Biociências e Biotecnologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (1995-1996). De 1997 a 2012 trabalhou na Universidade de Mogi das Cruzes onde exerceu os cargos de Diretor de Pesquisa e Pós-Graduação, Pró-Reitor Acadêmico e Reitor. Em 2003-2004 foi Diretor de Avaliação da CAPES (MEC). Em 2004 foi assessor da Presidência do CNPq presidindo a Comissão Nacional de Avaliação da Iniciação Científica (2004-2009).  De 2005 a 2008 foi Diretor do Departamento de Políticas do MCTI.  
     
    Apresentou 166 trabalhos em reuniões científicas e publicou 61 trabalhos em revistas científicas. Escreveu 7 capítulos em livros e foi co-editor de 2 livros. Orientou 30 teses de Mestrado e Doutorado. Tem atuado na área de Fisiologia e Bioquímica de Microrganismos, estudando especialmente protozoários. É Professor Emérito da Universidade de Mogi das Cruzes e da Universidade de Brasília.

Foto do Otávio Guilherme C. Alves Velho

Otávio Guilherme C. Alves Velho

2015

  • Nasceu em 1941 na cidade de São Paulo (SP). É Professor emérito da UFRJ, Bacharel em Sociologia, PUC-Rio (1964), mestre em Antropologia Social, UFRJ/ Museu Nacional (1970) e doutor em Sociologia, pela Universidade de Manchester, Inglaterra (1973). Atuou como Tinker Visiting Professor, Universidade de Stanford, EUA (1981). 
     
    Foi presidente da ANPOCS (1986-1988). Foi também membro do Conselho Técnico-Científico da CAPES (1991-1995), do Conselho Diretor do Projeto Ciência Hoje (1997-2001), do Conselho Superior da FAPERJ (2000-2006) e do Conselho Gestor do PROSUL (2001-2008). Assumiu a vice-presidência da SBPC de 2007 a 2011. Foi membro do Conselho Superior da CAPES (2008-2014) e do Comitê de Coordenação do Programa INCTI. É editor associado da Encyclopaedia of Globalization, Routledge, e pesquisador sênior do CNPq. Recebeu bolsa Luso-Afro-Brasileira da Universidade de Lisboa (1997). 
     
    É membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Ordem Nacional do Mérito Científico (Grã-Cruz). Recebeu as medalhas Roquette Pinto, outorgada pela ABA, e a Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa. Suas linhas de pesquisa são: antropologia política, antropologia da religião e pensamento social. Seus principais livros são: Mais Realistas do que o Rei, Topbooks; Besta-Fera: Recriação do Mundo, Relume-Dumará; Capitalismo Autoritário e Campesinato, Difel; e Frentes de Expansão e Estrutura Agrária.

Foto do Ruy Laurenti

Ruy Laurenti

2015

  • Nasceu em 1931, na cidade de Rio Claro (SP). Possui graduação em Medicina pela Universidade de São Paulo (1957) e doutorado em Cardiologia também pela Universidade de São Paulo (1969). Tornou-se Professor Livre Docente e Professor Titular em Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP. Foi agraciado com o título de Professor Emérito da USP. Atualmente é Colaborador Sênior da USP. 
     
    Tem experiência na área de Saúde Pública, com ênfase em Epidemiologia, atuando principalmente nos temas: epidemiologia, mortalidade, saúde materna, estatísticas de saúde e classificações internacionais de doenças e problemas de saúde. Foi Diretor da FSP, Pró-Reitor de Cultura e Extensão e Reitor da USP e é diretor do Centro Colaborador da OMS para a Família de Classificações Internacionais (Centro Brasileiro de Classificação de Doenças).

Foto do Roque de Barros Laraia

Roque de Barros Laraia

2013

  • Reconhecido por suas pesquisas e estudos antropológicos, Roque de Barros Laraia nasceu na cidade de Pouso Alegre (MG) em 1932. Formou-se em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (1959) e concluiu o doutorado em Sociologia na Universidade de São Paulo (1972). Realizou o pós-doutorado na University of Sussex (1977¿1978). Atualmente é professor emérito da Universidade de Brasília,  foi membro do Conselho Nacional de Imigração (1993-2010) e  atualmente do Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
     
    Suas pesquisas na área de Antropologia têm ênfase em Etnologia Indígena, atuando principalmente nos seguintes temas: patrimônio cultural, antropologia, cultura, etnologia indígena e sociedades indígenas. A primeira pesquisa de campo foi com os índios Terena, no Mato Grosso do Sul, como assistente de Roberto Cardoso e Oliveira, em 1960. Realizou as suas pesquisas entre os índios Suruí, Akuáwa-Asurini, Kamayurá e Urubu-Kaapor. 
     
    Coordena atualmente os projetos de pesquisa Antropológia das Cartas dos Primeiros Jesuítas do Brasil" e "Cultura Brasileira: Uma Diversidade de Temas". Em sua vida de ensino e pesquisa, publicou 71 artigos em periódicos, publicou ou editou seis livros, entre eles Cultura: um conceito antropológico (25 tiragens), Los índios de Brasil(uma edição na Espanha e no Equador), Tupi: índios do Brasil atual e Índios e Castanheiros (duas edições). Além disso, orientou nove teses de doutorado, 24 de mestrado.. É também membro do corpo editorial de diversas revistas acadêmicas.
     
    Foi bolsista de Produtividade em Pesquisa (1-A) e presidente do Comitê de Assessoramento em Ciências Sociais do CNPq. Foi Presidente da Associação Brasileira de Antropologia e da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais.

Foto do Elza Salvatori Berquó

Elza Salvatori Berquó

2013

  •  Professora Titular aposentada da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e Pós-Graduada em Bioestatística pela Columbia University. Membro da Ordem do Mérito Científico ¿ Classe Grã-Cruz, 1998, e Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências, 2000.Membro fundador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento - CEBRAP, em 1969, é atualmente a Coordenadora da Área de População e Sociedade. Fundou ainda o Núcleo de Estudos da População, NEPO da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, tendo sido sua coordenadora entre 1982 e 1994. Ainda hoje atua nesse Núcleo da Unicamp como Membro dos Conselhos Técnico Científico e Superior. Presidiu a Comissão Nacional de População e Desenvolvimento, CNPD, de 1995 a 2002. Membro das Comissões Consultivas dos Censos Demográficos dos Anos 1991, 2000 e 2010, da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. Membro Fundador da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, ABEP, 1977. Membro da International Union for the Scientific Study of Population, IUSSP, do Population Association of Americas, PAA e daAssociación Latinoamericana de Población, ALAP.

     

    Sua participação em estudos populacionais no Brasil contribuiu para abrir novos enfoques e paradigmas na demografia. Tem realizado muitos projetos de pesquisa, alguns deles tratando de problemas de saúde pública, de grande atualidade e de não menor gravidade, como é o caso do HIV/AIDS. Entre as pesquisas que coordenou nos últimos anos pode-se destacar a"Pesquisa Nacional sobre Reprodução Humana", realizada com apoio do International Development Reserarch Centre (IDRC), o Population Council, e a FINEP, realizada em 1973-1978. "Estudo da Fecundidade dos Estados Brasileiros em 1970", realizada em 1974-1975, e o "Estudo Multicêntrico da Morbi-Mortalidade Feminina no Brasil", realizado em 1995-1999, ambas com apoio da Fundação Ford do Brasil, "Saúde Reprodutiva da Mulher Negra", realizada em 1991-1993, e o "Programa para Formação de Pesquisadoras Negras", realizado em1994-1996, patrocinados pela Fundação MacArthur, "Comportamento sexual da população brasileira e percepções do HIV/Aids", edições de 1998 e 2005, e a "Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher ¿ PNDS 2006", que contaram com o apoio do Ministério da Saúde.

    Nos últimos anos, apresentou grande número de palestras e conferências científicas no Brasil e no exterior. Possui inúmeras publicações, entre livros e artigos, nas áreas de saúde reprodutiva, gênero, sexualidade e juventude. 


Foto do Zilton de Araújo Andrade

Zilton de Araújo Andrade

2011

  • Nascido em Santo Antônio de Jesus, estado da Bahia, no ano 1924, Zilton de Araújo Andrade diplomou-se em Medicina em 1950, pela Faculdade de Medicina, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Entre 1951 a 1953 fez treinamento como Residente no Departamento de Patologia da Universidade de Tulane, na cidade de Nova Orleans, USA. Em 1956, obteve título de doutor pelo Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP). Foi Pesquisador Visitante (1961) no Hospital Mount Sinai e Professor Visitante (1971) da Cornell University Medical College, ambos em New York, e Pesquisador Titular da FIOCRUZ, no período de 1984-1994.

    Atualmente, trabalha na FIOCRUZ-BA, onde é Chefe do Laboratório de Patologia Experimental (LAPEX) e Professor Permanente dos cursos de Pós-graduação em Patologia Humana (UFBA-FIOCRUZ) e em Imunologia (UFBA), orientando dissertações de Mestrado e teses de Doutorado, além de projetos de Iniciação Científica. Seus principais interesses em pesquisa dizem respeito a modelos experimentais de fibrose e cirrose hepáticas, especialmente relacionados à patologia das doenças parasitárias. Durante suas atividades publicou mais de 300 trabalhos científicos em revistas nacionais ou internacionais, 37 capítulos de livros, orientou 36 Dissertações de Mestrado e 14 Teses de Doutorado. Prestou continuados serviços como assessor para a Organização Mundial da Saúde (Scientific Working Groups de Esquistossomose, Doença de Chagas e Parasitologia), na CAPES (Presidente da área médica), no CNPq (Comitês Assessores) e na FIOCRUZ (Conselho Técnico Científico).

    Entre muitos prêmios e homenagens, Zilton foi Professor Emérito da Universidade Federal da Bahia em 1985, ano em que ganhou também o Prêmio o Nacional de Ciência e Tecnologia, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). É Membro Honorário da American Society of Tropical Medicine and Hygiene (1990). Em 1995 foi Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico e se tornou Sócio Emérito da Sociedade Brasileira de Patologia. Em 2004 Zilton se tornou Membro Titular da Academia de Medicina da Bahia e no ano seguinte obteve a Grã Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico. Em 2006 se tornou Membro da Academia Brasileira de Ciências e em 2009 foi eleito Membro Honorário Nacional da Academia Nacional de Medicina, Rio de Janeiro.


Foto do Evando Mirra

Evando Mirra

2011

  • Formado em Engenharia Mecânica e Elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1965, Evando Mirra possui vasta experiência nas áreas de transformações de fase nos materiais, interação gás-metal e engenharia de superfícies. Obteve o Doutorado em Ciências em 1972, na Universidade de Paris/Orsay, e trabalhou na École des Mines de Paris e no Centre de Recherches Nucléaires de Saclay, sobre evoluções estruturais e propriedades mecânicas dos metais de estrutura hexagonal-compacta.

    Foi um dos criadores do Curso de Pós-Graduação em Metalurgia da UFMG, onde se dedicou ao ensino, pesquisa e à inovação tecnológica em cooperação com empresas. Em 1984 estudou Gestão da Qualidade e Produtividade com W. Edwards Deming na George Washington University e participou da missão ao Japão que deu origem ao primeiro programa brasileiro da Qualidade. Foi pesquisador visitante nas universidades de Berkeley, Tóquio e Compiègne. De 1994 a 1996 trabalhou em rede cooperativa de pesquisas para caracterização e análise de superfícies em materiais na França, quando foi eleito Membre d´Honneur da Société Française de Métallurgie et de Matériaux.
    Dirigiu o Centro Tecnológico de Minas Gerais (CETEC) em 1997-1998 e foi presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) de 1999 a 2001. Entre muitas homenagens recebidas, destaca-se que Mirra foi Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, em 1998, Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico em 2001 e recebeu o Prêmio Pan-americano de Engenharia em 2010. Professor Emérito da UFMG e membro da Academia Brasileira de Ciências, Mirra faz parte atualmente do corpo de analistas do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos em Ciência, Tecnologia e Inovação (CGEE).


Foto do Gabriel Cohn

Gabriel Cohn

2011

  • Gabriel Cohn possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (1964), e doutorou-se em Sociologia pela USP (1971). Sua trajetória acadêmica divide-se em duas fases. Na primeira (1965 a 1987), concentrou-se inteiramente na Sociologia, na qual sua atenção passou da análise do desenvolvimento social e político aos fundamentos teóricos. Na segunda (1988-2008) passou a dedicar-se à Ciência Política, com crescente atenção aos problemas da Sociologia Política. Na fase inicial da carreira, na segunda metade dos anos 1960, integrou-se no grande projeto de pesquisa sobre condições sociais da industrialização no Brasil, dirigido por Florestan Fernandes com direta colaboração de Fernando Henrique Cardoso. O foco das pesquisas do grupo de que participou era a sociologia do desenvolvimento. Sob a orientação de Octavio Ianni, analisou a política do petróleo até a criação da Petrobrás. O trabalho converteu-se em livro, Petróleo e nacionalismo (1968).

    A partir de 1966 foi incumbido, por Florestan Fernandes e Octavio Ianni, da criação de uma área de estudo e pesquisa na qual a USP se revelaria pioneira, sobre os meios de comunicação e da cultura de massa. Nessa área fez o doutorado, na qual resultou o livro, Sociologia da Comunicação - teoria e ideologia (1973). Mais adiante, concentrou-se em questões de teoria social, com livre-docência sobre Max Weber, que resultou em livro em 1979, com nova edição em 2002, baseada na edição argentina de 1998, Crítica e resignação - Weber e a teoria social. Afora coletânea de textos com primeira edição em 1971 (Comunicação e Indústria Cultural) organizou outras, igualmente muito duradouras, sobre clássicos da Sociologia, sobre Weber e sobre Adorno.

    O sociólogo vem se dedicando ao pensamento social brasileiro, com textos dos quais o mais atual é o Prefácio à edição de Os donos do poder, de Raymundo Faoro (2008). Na área institucional, dirigiu e presidiu a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo entre 1983 e 1985, período em que também exercia a presidência da Associação dos Sociólogos do Estado de São Paulo. Entre 2004 e 2006 ocupou a presidência da Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs). De 2006 há 2008 (até a aposentadoria compulsória) foi diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e membro do Conselho do Instituto de Estudos Avançados - IEA da USP.


Foto do Aziz Ab'Saber

Aziz Ab'Saber

2010

  • Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), entre 1993 e 1995, é membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). Nascido em 1924, em São Luís do Parai- tinga, São Paulo, o geógrafo já recebeu diversos prêmios, entre eles o Prêmio Jabuti em Ciências Humanas, nos anos de 1997 e 2005, e em Ciências Exatas, em 2007; Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia, em 1998/99; Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico; Prêmio Fundação Conrado Wessel para a Ciência Aplicada ao Meio Ambiente, em 2005, e o Prêmio Unesco para Ciência e Meio Ambiente de 2001.

    Bacharel e licenciado em Geografia e História pela USP e especialista e doutor em Geografia, também pela USP, coordenou a criação dos parques de preservação da Serra do Mar e do Japi. Entre suas contribuições, destacam-se os estudos que confirmaram a descoberta de petróleo na porção continental na Bacia Potiguar, além de extensas classificações e levantamentos dos domínios morfoclimáticos, ecossistemas continentais brasileiros e estudos de planejamento regional. Desenvolveu importantes pesquisas sobre a América do Sul como a geomorfologia climática, a reconstituição de paleo-climas, além de estudos sobre rotas de mi- gração dos povos pré-colombianos. Criou modelos explicativos para a diversidade biológica neo-tropical e redutos pleistocênicos, além de teorias da educação para incluir currículos setoriais em grades de ensino regionais e nacionais.

    Procurou soluções para os problemas da Amazônia e a favor da população sertaneja. Como presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo promoveu o tombamento de diversos teatros na região pericentral de São Paulo, entre eles o Teatro Oficina. Sua mais importante contribuição para a ciência foi a elaboração da Teoria dos Redutos, que trata da conformação geológica e vegetal brasileira, ocorrida no período das glaciações, quando as florestas originais teriam se dividido, abrindo espaço para vegetações de clima semi-árido. Com a volta do clima original, as florestas retornaram ao local de origem formando espécies diferentes, devido ao tempo de isolamento.


Foto do Dermeval Saviani

Dermeval Saviani

2010

  • Nascido em Santo Antonio de Posse, estado de São Paulo, no ano de 1944, graduou-se em Filosofia, em 1966, e doutorou-se em Filosofia da Educação, em 1971, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP). Entre 1994 e 1995 realizou pós-doutorado nas universidades italianas de Pádua, Bolonha, Ferrara e Florença. Dermeval leciona no ensino superior há mais de 40 anos e atualmente é professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). O coordenador geral do grupo de estudos e pesquisas "História, Sociedade e Educação no Brasil" já foi laureado com os prêmios Medalha do Mérito Educacional do Ministério da Educação; Prêmio Zeferino Vaz de produção científica; e Prêmio Jabuti em Educação, no ano de 2008.

    Possui ampla experiência na área de Educação, com ênfase em Filosofia e História da Educação, atuando principalmente em temas como educação brasileira, legislação do ensino e política educacional, história da educação, história da educação brasileira, historiografia e educação, história da escola pública, pedagogia e teorias da educação. Sócio-fundador de instituições como a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação, Centro de Estudos Educação e Sociedade, Associação Nacional de Educação e Sociedade Brasileira de História da Educação, coordenou a pós-graduação em educação na Universidade Federal de São Carlos, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e UNICAMP.

    Ministrou cursos de pós-graduação como professor visitante em várias universidades federais, a exemplo da Universidade de São Paulo (USP). Também lecionou em duas universidades argentinas, no programa de pós-graduação da Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (FLACSO) e na Universidade do Centro da Província de Buenos Aires. Autor de 31 livros, 62 capítulos e 80 prefácios de livros, orientou 36 dissertações de mestrado e 54 teses de doutorado, já defendidas, além de supervisionar nove projetos de pós-doutorado concluídos. Foi membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo entre 1984 e 1987. Integrou importantes corpos de assessoria científica, como da CAPES, CNPq, INEP e FAPESP, além de ser membro do Conselho Editorial das principais revistas de educação do país.


Foto do Helga Iracema Landgraf Piccolo

Helga Iracema Landgraf Piccolo

2010

  • Sócia titular do Instituto Histórico de São Leopoldo e da Academia Brasileira de História, descendente de alemães, Helga nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no ano de 1932. Estudou Geografia e História, concluindo o bacharelado em 1952 e a licenciatura em 1953, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com especialização em Didática do Ensino Superior pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), em 1970, e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (USP). Professora emérita desde 2000, Helga já orientou 21 trabalhos, entre dissertações de mestrado e teses de doutorado.

    Vencedora do Prêmio Gerdau em 1978, já publicou 150 textos entre artigos, livros, capítulos de livros e prefácios, destacando-se: "História Política do Rio Grande do Sul no século XIX. Da descolonização à consolidação da República"; "Imigração alemã no Rio Grande do Sul no século XIX e o processo de construção de identidade"; "A vida política no século 19. Da descolonização ao movimento republicano"; "O autoritarismo de Júlio de Castilhos a Getúlio Vargas: a gauchização da política brasileira no pós 1930"; "Revolução de 30: Indicações Bibliográficas"; "A visão da Revolução Federalista no Congresso Nacional"; "Coletânea de discursos parlamentares da Assembléia Legislativa da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, Volume 2"; e "O Rio Grande do Sul e a independência do Brasil".

    Organizadora da obra "História Geral do Rio Grande do Sul, Volume 2, Império", Landgraf foi a primeira gaúcha a receber o título de doutora em História, coordenou os cursos de pós-graduação na área, durante a década de 1970, no Rio Grande do Sul. Agraciada pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul com a medalha "Mérito Farroupilha", em setembro de 2009, também é sócia corres- pondente do Instituto Histórico e Geográfico (IHG) Brasileiro e do IHG de Santa Catarina, além de membro do conselho do Memorial do Rio Grande do Sul e sócia da Associação Nacional de História (ANPUH) e da Sociedade Brasileira de Pesquisa Histórica (SBPH), além de ser uma das fundadoras da Associação Nacional dos Professores Universitários de História.


Foto do João Lúcio de Azevedo

João Lúcio de Azevedo

2010

  • Nascido em São Paulo, capital, no ano de 1937, é professor titular aposentado da USP e membro de corpo editorial de diversas publicações, entre elas o Brazilian Journal of Microbiology, Scientia Agrícola e Electronic Journal of Biotechnology, além de revisar vários periódicos do Brasil e exterior. Graduado em Engenharia Agronômica pela USP, em 1960, doutorou-se em Agronomia também pela USP, no ano de 1962, e Genética pela University of Sheffield, nove anos mais tarde, em 1971. Realizou pós-doutorado na University of Nottingham, em 1979, e na University of Manchester, em 1988.

    Desenvolveu pesquisas com genética de fungos, voltadas à estabilização de linhagens de interesse agrícola e industrial e melhoramento genético de espécies, usadas no controle biológico de pragas agrícolas. Em 1990, iniciou uma linha de pesquisa sobre microrganismos endofíticos. Introduziu no Brasil, as técnicas de fusão de protoplastos e utilização de processos parassexuais no melhoramento genético de fungos. Preocupou-se em formar recursos humanos em genética de microrganismos de interesse agroindustrial, tendo orientado cerca de 170 mestres e doutores.

    Implantou e organizou laboratórios e cursos de pós-graduação em genética e biotecnologia, entre outros, na Universidade de Brasilia, Universidade Estadual de Campinas, Universidade Federal de Goiás e na Universidade de Mogi das Cruzes. Representou o Brasil na Conferência sobre Armas Biológicas da Organização das Nações Unidas, em 1986; presidiu a Sociedade Brasileira de Genética por duas vezes, entre 1984 e 1986, e 1996 e 1998; foi Diretor da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", da USP, entre 1991 e 1995 e membro do Conselho Consultivo do Instituto Agronômico de Campinas e membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, entre outros.

    Recebeu diversos prêmios e títulos, destacando-se o Prêmio Schering de Microbiologia, o Prêmio Cavaleiro da Ordem do Cálice, Engenheiro Agrônomo do ano de 1991, o Prêmio Frederico de Menezes Veiga, concedido pela Embrapa, o Prêmio Fundação Bunge "vida em obra" de 2009, Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico e Grã-Cruz do Mérito Científico e Tecnológico, além de ser membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC).


Foto do Adib Domingos Jatene

Adib Domingos Jatene

2009

  • Adib Domingos Jatene nasceu em Xapuri, no Acre em 1929. Graduou-se em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Deu continuidade em sua pós-graduação na mesma faculdade da USP. Trabalhou no Hospital das Clínicas e para o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia da Secretaria de Estado da Saúde, onde atuou como cirurgião. Nessa época, organizou o laboratório experimental e de pesquisa, desenvolvendo e construindo o primeiro aparelho coração-pulmão artificial do Hospital das Clínicas, que evoluiu para um grande Departamento de Bioengenharia.


    Organizou a Oficina de Bioengenharia, onde foram estudados, planejados e desenvolvidos vários instrumentos e aparelhos, sendo alguns originais. Entre as várias contribuições na área de bioengenharia, inclui os oxigenadores de bolhas e de membrana, a válvula de disco basculante, produzidos industrialmente hoje sob licença e utilizados no país e exterior. Tem também importantes contribuições no campo da cirurgia de revascularização do miocárdio e da cirurgia de cardiopatias congênitas. Ainda descreveu a técnica de correção de transposição dos grandes vasos da base, conhecida hoje como Operação de Jatene, a qual tem sido empregada, com sucesso, nos vários Serviços de Cirurgia Cardíaca em todo o mundo.

    Com tantos trabalhos publicados, Jatene é hoje membro de 32 Sociedades Científicas de várias regiões do mundo e recebeu 178 títulos e honrarias de mais de 10 países. Foi secretário de Saúde do município de São Paulo e duas vezes Ministro da Saúde. Em 1998 foi admitido na Ordem Nacional do Mérito Científico, na classe Grã-Cruz, tendo seu mérito reconhecido.


Foto do Antonio Paes de Carvalho

Antonio Paes de Carvalho

2009

  • Nascido no Rio de Janeiro em 1935, Antonio Paes de Carvalho formou-se médico pela Faculdade Nacional de Medicina da UFRJ (1959), com Doutorado em Biofísica (1961). Pós-doutorado na State University de New York (1961-4). Livre-docente pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (Biofísica, 1964). Professor Titular de Biofísica e Fisiologia na UFRJ (1977). Guggenheim Fellow e Professor Convidado no Harvard-MIT Health Sciences and Technology Program e na Columbia University (1978-79).


    Iniciou-se na experimentação orientado por Carlos Chagas Filho e Brian Hoffman. Realizou o primeiro estudo da eletrofisiologia cardíaca do nódulo átrio-ventricular (Nature, 1958) e das vias especializadas de condução nos átrios. Sua maior contribuição científica foi o conceito dualista do potencial de ação do músculo cardíaco, com duas respostas excitáveis superpostas, complementares e separáveis (Nature, 1965).


    Foi Sub-Reitor de Pós-graduação e Pesquisa da UFRJ (1971-2), Membro do Conselho Federal de Educação (1972-1980) e Diretor do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (1980-5). Desde então dedicou-se ao desenvolvimento da interface Ciência-Empresa, sendo co-fundador e Presidente da Fundação Bio-Rio (Pólo de Biotecnologia do Rio de Janeiro). Fundou e presidiu a BIOMATRIX S/A, primeira empresa brasileira de biotecnologia vegetal (1985-90). Presidente da ABRABI ¿ Associação Brasileira das Empresas de Biotecnologia (1986-2006). Presidente da EXTRACTA Moléculas Naturais S/A (1998-presente), dedicada ao uso do Patrimônio Genético em biodiversidade química para a Saúde. Recebeu o Prêmio LAFI em 1969 e o Prêmio ABIF em 1974. Membro da Academia Brasileira de Ciências (1965) e da Academia Nacional de Medicina (1980).


    Agraciado com a Medalha de Ouro Pio XI, pela Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano, em 1980. Comendador (1996) e Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico (2005). Doctor Honoris Causa pela Universidad de Buenos Aires em 1997. Professor Emérito da URFJ em 2004.


Foto do Darcy Fontoura de Almeida

Darcy Fontoura de Almeida

2009

  • Darcy Fontoura de Almeida nasceu no Rio de Janeiro em 1930. Graduou-se pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil em 1954, especializou-se em transporte celular, pelo Instituto Superior de Saúde, em Roma, e em citoquímica pela Postgraduate Medical School de Londres, na Inglaterra, como bolsista do CNPq. Cumpriu, ainda, um aperfeiçoamento em autorradiografia na Universidade Livre de Bruxelas. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro obteve os títulos de livre-docência (Biofísica), em 1965, Professor Titular em 1984 e Professor Emérito em 2001. Foi consultor científico da UNESCO, em 1967-68 e eleito Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências, em 1980.


    Um dos precursores da genética de microrganismos no país, criou o laboratório de Fisiologia Celular em 1970, para estudo do controle genético de funções celulares. Identificou os genes ftsH, hoje AAA, e dinM em E. coli e participou do projeto de vacinas orais contra E. coli enterotoxigênica. Iniciou, em 1988, numa ação individual e pioneira, o processo de fundação do Laboratório de Bioinformática (LABINFO) no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). Em 2000 o LABINFO coordenou o projeto GeneBrasil/CNPq, para o sequenciamento completo do genoma da Chromobacterium violaceum. A nova Unidade de Genômica Computacional do LNCC ganhou o seu nome (2008). Também foi importante nome para a divulgação científica, sendo co-fundador das revistas Ciência Hoje (CH), CH das Crianças, do Informe CH e do Jornal da Ciência.


    Entre as homenagens, o cientista ganhou o Prêmio José Reis de Divulgação Científica, com a revista Ciência Hoje, em 1983. Foi comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico em 2000. Recebeu a medalha Carlos Chagas Filho do Mérito Científico pelas relevantes contribuições em ciência, tecnologia e cultura, em 2002, e a medalha de Honra ao Mérito da V Jornada Científica do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, em 2002.


— 20 Itens por página
Mostrando 1 - 20 de 52 resultados.