Projetos de Pesquisa

 

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Ana Luiza Neves de Holanda Barbosa

Ciências Sociais Aplicadas

Economia
  • preços, consumo e demanda de produtos alimentares por nível de processamento no brasil: evolução e projeções
  • Apesar de perder peso relativo nas últimas décadas, o gasto com alimentação ainda é um item importante na participação das despesas das famílias brasileiras. Se por um lado, avanços significativos na indústria de produção agroalimentar e as mudanças no estilo de vida das pessoas, há uma gama maior de opções de alimentação (e mais barata!), por outro, o maior consumo de alimentos industrializados e preparados (“comida pronta”) pode induzir a uma maior ingestão de determinados nutrientes e substâncias químicas que, se consumidos em excesso, podem gerar danos à saúde. O objetivo deste projeto de pesquisa é o de analisar a evolução dos preços, do consumo e da demanda dos alimentos por nível de processamento e composição nutricional ao longo do tempo no Brasil. Em particular, pretende-se analisar a relação do consumo dos alimentos por nível de processamento e por composição nutrientes com medidas antropométricas e indicadores da saúde da população brasileira. Os resultados encontrados com relação ao consumo podem fornecer contribuições valiosas no que diz respeito à políticas públicas que visem melhorar a saúde e dieta da população brasileira.
  • Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - DF - RJ - Brasil
  • 02/01/2020-31/01/2022
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Ana Luiza Pamplona Mosimann

Ciências Biológicas

Microbiologia
  • avaliação do papel da osteopontina na infecção pelo vírus da dengue
  • Diferentes viroses transmitidas por artrópodes (arboviroses) tem ganho recentemente um posto proeminente na mídia dada a gravidade das doenças, sequelas e mortalidade associadas. Nesse panorama a dengue pode ter sido esquecida, no entanto, ainda é a arbovirose que apresenta o maior impacto a nível global em termos de saúde pública. De acordo com a Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) o Brasil contribui com a maioria dos casos notificados no continente Americano. Dados do Ministério da Saúde do Brasil mostram que no ano de 2019 até a semana epidemiológica 34 foram registrados 1.439.471 casos prováveis de dengue. A dengue é uma doença infecciosa não-contagiosa que apresenta um amplo espectro de manifestações clínicas. Embora, a taxa de mortalidade não seja tão alta o impacto socioeconômico em função da morbidade associada à infecção não é negligenciável. Isso tem promovido iniciativas para o desenvolvimento de vacinas e antivirais específicos. Nesse contexto, o estudo de proteínas celulares cuja expressão seja passível de modulação e que desempenhem papéis importantes durante a infecção viral podem indicar potenciais alvos para terapias antivirais. Tendo em vista que estudos prévios de padrões de expressão gênica mostram a modulação da osteopontina durante a infecção pelo vírus da dengue, o fato de essa proteína estar envolvida na polarização da resposta immune cellular e a importância da resposta immune cellular durante a infecção pelo vírus da dengue, a osteopontina pareceu ser um alvo promissor para uma investigação mais aprofundada. Considerando que a osteopontina já está sendo estudada como um alvo terapêutico em outras patologias e a disponibilidade de ferramentas para o seu estudo, a viabilidade e potencial do trabalho tornam-se claros. Nossos dados preliminares confirmam que a expressão da osteopontina é modulada durante a infecção pelo vírus da dengue in vitro e in vivo. É indispensável, no entanto, dar prosseguimento ao estudo dessa interação vírus-hospedeiro de forma a aumentar nossa compreensão com relação ao papel dessa proteína durante a infecção. Só assim será possível vislumbrar algum ponto com potencial de intervenção através de terapia antiviral.
  • Fundação Oswaldo Cruz - PR - Brasil
  • 05/12/2019-31/12/2021
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Ana Luiza Spadano Albuquerque

Ciências Exatas e da Terra

Oceanografia
  • projeto aspecto – assimetria na distribuição de energia e massa entre as correntes de contorno oeste do atlântico sul durante os últimos 180ka (mis 6 ao mis1) e o papel do vazamento das agulhas sobre o clima continental
  • O acoplamento oceano-atmosfera é decisivo para a determinação, tanto dos estados médios, quanto da variabilidade do clima terrestre, em função da elevada capacidade térmica dos oceanos e de suas propriedades de distribuição de calor. O entendimento dos modos e padrões de variabilidade dos oceanos em larga escala temporal depende de estudos paleoceanográficos, os quais têm comprovado claramente a direta relação entre a dinâmica oceanográfica e o clima global. O Oceano Atlântico teve (tem) papel central na propagação das mudanças climáticas abruptas, uma vez que elas estiveram (estão) associadas à marcantes alterações na intensidade da Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico (do inglês, Atlantic Meridional Overtuning Circulation, AMOC). Apesar disso, o conhecimento a respeito das mudanças na paleocirculação na porção tropical e subtropical do oeste do Atlântico Sul é ainda restrito, esparso e fragmentado, a despeito de seu reconhecido papel na transferência de calor inter-hemisférico e, consequentemente, na modulação do clima global. Neste sentido, o oceano Atlântico Sul contribui com a AMOC transferindo calor para o Atlântico Norte através do Giro Subtropical do Atlântico Sul (GSAS). Na porção norte deste Giro, a Corrente Sul Equatorial (CSE) se bifurca dando origem às correntes de contorno oeste que ocupam a margem brasileira, são elas: a Corrente Norte do Brasil (CNB) e a Corrente do Brasil (CB), nos ramos norte e sul, respectivamente. A variabilidade da temperatura da superfície do mar (TSM) dessas correntes modula o posicionamento e a intensidade dos principais mecanismos atmosféricos que controlam o clima da América do Sul, tais como: a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Além disso, na porção sudoeste do GSAS, o Oceano Atlântico recebe calor transportado do Índico através do vazamento das Agulhas, o qual contribui para a variabilidade na distribuição de calor e sal entre as correntes de contorno oeste do Atlântico Sul e, consequentemente, modula a intensidade da AMOC. Estudos paleoceanográficos que abordem a variabilidade oceanográfica do setor oeste do Atlântico Sul, especialmente focados na CNB e CB são ainda raros. Apesar desta escassez de registros paleoceanográficos, alguns estudos têm apontado para uma condição antifásica ou assimétrica no transporte de calor e sal entre as correntes de contorno oeste do Atlântico Sul, e o fundamental controle do vazamento das Agulhas sobre esse mecanismo, acomodando as marcantes mudanças no transporte inter-hemisférico deste calor e sal no Atlântico. No entanto, o impacto das mudanças climáticas abruptas sobre a CNB e CB permanece elusivo, principalmente em função da pequena quantidade de registros marinhos com alta resolução temporal. Neste sentido, o Projeto ASpECTO se propõe a estudar a assimetria de transporte de calor e massa entre as CNB e CB ao longo dos últimos 180.000 anos (MIS 6 ao MIS1), buscando também entender o impacto do vazamento das Agulhas sobre o transporte de calor dessas correntes e suas consequências sobre o clima continental. Para tanto, esse projeto se baseia no estudo de três testemunhos marinhos localizados nas Bacias de Santos (GL1090), Pernambuco-Paraíba (GL1180) e Barreirinhas (GL1248), os quais estão sob a influência da Corrente do Brasil, da região da bifurcação da Corrente Sul-Equatorial e da Corrente Norte do Brasil, respectivamente. Além disso, esse projeto também abordará um testemunho coletado pela Expedição IODP-361 (Janeiro-Fevereiro 2016), localizado no Banco das Agulhas ao largo da Cidade do Cabo na África do Sul (U1479), que representa a região reconhecida como “Agulhas ring-corredor”, cujo o estudo será realizado em alta-resolução temporal, visando estabelecer os padrões de exportação de calor e sal entre os oceanos Índico e Atlântico.
  • Universidade Federal Fluminense - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Maria Benko Iseppon

Tecnologias

Desenvolvimento Tecnológico e Industrial
  • bioinformática, ômicas e biotecnologia aplicadas ao feijão-caupi visando à resistência contra patógenos e pragas
  • Vide projeto anexo
  • Universidade Federal de Pernambuco - PE - Brasil
  • 29/11/2019-30/11/2022
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Ana Maria Benko Iseppon

Ciências Biológicas

Biotecnologia
  • inferências genômicas e biotecnológicas aplicadas às plantas do nordeste brasileiro
  • Plantas possuem os maiores e mais redundantes genomas de nosso planeta, suportando grandes mudanças na dinâmica e proporção entre DNA codificante e não codificante. Tal plasticidade se deve a mecanismos de duplicação genômica ou em tandem, gerando cópias redundantes de clusters gênicos que podem ser mantidas ou eliminadas em um posterior processo de diploidização. Tal plasticidade resulta em um número significativo de isoformas proteicas com funções específicas, observadas para várias categorias moleculares, com ênfase para famílias proteicas associadas à resposta a estresses ambientais e bióticos. Com o advento das ômicas um grande volume de dados encontra-se disponível em bancos de dados públicos, bem como em plataformas de acesso restrito geradas pelo grupo proponente. O Brasil apresenta alta biodiversidade, mas ainda são escassas as pesquisas abordando aspectos genéticos e moleculares das plantas e microrganismos em ambientes neotropicais. Nesse cenário a região Nordeste do Brasil se destaca por abrigar os domínios da Mata Atlântica e da Caatinga, com diversas formações vegetacionais como os brejos de altitude, as restingas, manguezais, cerrado, bem como diversas subcategorias da caatinga, sendo considerada um dos centros mundiais de biodiversidade. Ao mesmo tempo que é crucial conservar a biodiversidade remanescente, é fundamental o desenvolvimento de cultivares adaptadas às condições da região, especialmente considerando que 30% da população Brasileira vive nessa região, cuja economia tem forte dependência da agricultura e da pecuária. Os grupos brasileiros proponentes têm trabalhado em análises de genômica funcional e estrutural envolvendo plantas, patógenos microbianos e estresses ambientais. Nesse sentido, temos identificado e avaliado genes/proteínas candidatos para o entendimento das relações planta-patógeno e planta-ambiente (especialmente seca e salinidade), avaliando seu potencial biotecnológico. Os estudos incluirão prospecção de transcriptomas gerados pelo nosso grupo a partir de espécies altamente adaptadas a condições estressantes do nordeste Brasileiro, incluindo uma leguminosa arbórea conhecida popularmente como ‘Catingueira’ (Cenostigma pyramidallis), uma leguminosa arbustiva do semiárido (Stylosanthes scabra), além de uma espécie usada na medicina popular (Calotropis procera, Apocynaceae). Todas as espécies chamam a atenção pelas condições de estresse que conseguem suportar. Também dispomos de transcriptomas de plantas cultivadas, como a videira (Vitis vinifera), o feijão-caupi (Vigna unguiculata) e a soja (Glycine max). Serão selecionadas moléculas de categorias específicas, incluindo peptídeos antimicrobianos, fatores de transcrição e genes responsivos à seca e à salinidade nas plantas citadas, avaliadas comparativamente a dados disponíveis em bancos públicos com ferramentas de bioinformática. As inferências biotecnológicas incluirão expressão heteróloga e testes in vitro e in vivo de proteínas e peptídeos isolados ou sintetizados. Ao final do estudo pretendemos ter desenvolvido no mínimo duas plantas transgênicas ou com genomas editados, expressando e transmitindo genes de interesse, além de análises de atividade in vitro com peptídeos/proteínas selecionadas com vistas a patenteamento. Todas as pesquisas aqui propostas já se encontram em andamento, incluindo como as parcerias do presente projeto. O projeto inclui 24 pesquisadores, dos quais 13 são bolsistas de produtividade do CNPq, sendo sete nível 1 e seis nível 2. Além desses o projeto conta com cinco pós-doutorandos, orientados por três pesquisadores do projeto. A pesquisa envolve até o momento 14 doutorandos, cinco mestrandos e 11 alunos de graduação, incluindo bolsistas PIBIC e PIBITI. O apoio solicitado no presente projeto visa complementar recursos anteriores, propiciando a continuidade e finalização das pesquisas em andamento.
  • Universidade Federal Rural de Pernambuco - PE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Maria de Souza Mello Bicalho

Ciências Humanas

Geografia
  • a centralidade de alimentos de qualidade diferenciada na sustentabilidade rural
  • A proposta de pesquisa é analisar a dimensão socioeconômica de sistemas alternativos de alimentos, orgânicos/agroecológicos e da apicultura e meliponicultura, considerados como sistemas sustentáveis e com produtos de qualidade diferenciada. A prática agrícola lhes imprime um caráter de produto de qualidade diferenciada frente a produtos da agricultura convencional produtivista de monoculturas intensivas em capital, mecanizadas e com alto uso de compostos químicos sintéticos. Alimentos de qualidade diferenciada e sistemas produtivos alternativos sustentáveis são coesos e conectados com a sustentabilidade rural. Sistemas sustentáveis de alimentos são concebidos pela integração e relações de equilíbrio entre recursos humanos (econômicos e sociais) e recursos naturais, a fim de garantir qualidade ambiental, sustentabilidade agronômica, viabilidade socioeconômica, alimentos de qualidade nutritiva e livres de contaminantes, segurança alimentar e do trabalho e renda. Na pesquisa, é objeto de análise a viabilidade socioeconômica, vista pela dimensão dos processos sociais no sistema e como resultantes dele como suporte a modos de vida dignos em resposta à sustentabilidade. Duas questões norteiam a pesquisa, uma quanto à dinâmica e perfil dos produtores, para entender o porquê e como optam por produtos e sistemas sustentáveis e outra direcionada a averiguar se as produções alternativas respondem realmente a pressupostos de sustentabilidade e se são viáveis a longo prazo na admissão de uma transição tecnológica. O suporte teórico-conceitual da pesquisa assenta-se no entendimento da relação dos alimentos de qualidade diferenciada com a constituição de um ambiente rural sustentável. Dois conceitos e sua interação são, portanto, centrais à pesquisa: sustentabilidade rural e alimentos de qualidade diferenciada. Metodologicamente, a análise dos sistemas produtivos de alimentos sustentáveis se apoiará em duas abordagens. Uma considerará o sistema alimentar como um socioagroecossistema, cuja sustentabilidade agronômica depende da qualidade ambiental e da viabilidade socioeconômica de forma integrada. Contudo, o foco será na análise e avaliação da dinâmica dos elementos e atributos sociais nessa integração. Outro método a ser adotado será a análise SWOT cruzando situações favoráveis e desfavoráveis ao sistema investigado, podendo-se, ao final da pesquisa, apresentar diagnósticos dos sistemas analisados e tecer propostas consolidando ou redirecionado ações no quadro do desenvolvimento territorial sustentável. A investigação é orientada aos estados do Rio de Janeiro e do Mato Grosso do Sul, que possibilitam comparações de processos de transição de sistemas alimentares sustentáveis em ambientes agrários distintos e contrastantes.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Maria Gonçalves Duarte

Engenharias

Engenharia Civil
  • misturas asfálticas produzidas com ligante modificado por lignossulfonatos
  • A pavimentação asfáltica brasileira, assim como de outros países, necessita constantemente de avaliação e renovação devido à deterioração dos pavimentos, notadamente dos pavimentos asfálticos. As patologias existentes são originárias do mau uso da via devido a grandes solicitações para as quais o pavimento não foi projetado, de deficiências na execução do processo construtivo, do emprego de materiais com propriedades insuficientes para atender à necessidade, e ainda das condições climáticas atuantes, entre outras causas. O revestimento do pavimento, camada que é responsável pela transferência de cargas de roda para camadas inferiores (base, sub-base e subleito), é uma parte crítica da estrutura das rodovias por receber as solicitações do tráfego e está submetida diretamente aos fatores ambientais. Assim, a modificação de ligantes asfálticos visa melhorar o comportamento mecânico e em consequência, o desempenho funcional dos pavimentos, superando algumas desvantagens do ligante puro. Dessa forma, aliado à busca por modificadores de ligantes asfálticos surge em paralelo o conceito de sustentabilidade e isso vem abrindo espaço para tecnologias com a utilização de modificadores naturais e reaproveitados de processos industriais. A lignina é uma macromolécula heterogênea, tridimensional, com alto teor de carbono, presente em quase todos os vegetais, e, é um subproduto da indústria de papel e celulose, sendo obtida em maior escala com geração de milhões de toneladas a cada ano, podendo ser utilizada como modificador de ligantes asfálticos. Este projeto objetiva estudar as propriedades físicas, químicas e reológicas de ligantes asfálticos e o desempenho de misturas asfálticas produzidas com o ligante modificado por adição de lignosulfonato (lignina) proveniente de três espécies vegetais nos teores de 3%, 6% e 9%. Para atingir o objetivo proposto serão realizados ensaios de caracterização física, dentre eles, ponto de amolecimento, penetração, viscosidade; caracterização química podendo destacar o FTIR e a cromatografia em coluna; cracaterização reológica com os ensaios de MSC, Pg, Pg contínuo e o Las e ensaios de caracterização mecânica da mistura asfáltica, a saber: Resitência à Tração, Módulo de Resiliência, Lottman Modificado. Estes ensaios serão realizados na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), na Associação Técnico Cientifica Ernesto Luis de Oliveira Júnior (ATECEL) bem como em outras universidades parceiras. Os resultados obtidos provavelmente terão destaque no âmbito nacional e internacional, à vista da relativa escassez de grupos de pesquisa que atuam nas áreas de abrangência do projeto proposto. Os resultados permitirão publicações em periódicos indexados e congressos. Além disso, o projeto contribuirá para formação de recursos humanos nesta área específica, uma vez que envolve alunos de graduação e pós-graduação dos cursos de Engenharia Civil da UFCG.
  • Universidade Federal de Campina Grande - PB - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Maria Jansen Franken

Ciências Biológicas

Parasitologia
  • abordagem fuzzy como ferramenta taxonômica: modelo leishmania (viannia)
  • Nossa proposta busca preencher uma lacuna no sistema taxonômico binomial clássico de trabalho, não mais com o conceito de espécies com limites definidos, mas com graus de pertencimento, adaptando a lógica fuzzy para este propósito. A evolução e consequentemente a especiação é um processo continuo que raramente acontece aos saltos. Leishmania spp constitui um grupo protozoário complexo que ainda apresenta diversas questões taxonômicas sem resposta que o atual sistema taxonômico dicotômico não é capaz de resolver, uma vez que não considera “quase espécies”. Aqui pretendemos aplicar a lógica fuzzy que trabalha com gradientes de similaridade, e com graus de pertencimento e não com a clássica taxonomia binomial discreta, como um sistema taxonômico alternativo. Usaremos como protótipo, L. (Viannia), que infecta uma grande quantidade de vertebrados selvagens e domésticos, incluindo humanos, e que está necessita revisão taxonômica. Temos disponíveis 16 genomas de seis cepas de L. (Viannia) obtidas por meio de sequenciamento profundo bem como um enorme conjunto de dados de seqüências de nucleotídeos, abrangendo regiões distintas do genoma de Leishmania. Assim, nossa proposta é usar dados genômicos completos como referências para mapear todas as sequências de nucleotídeos disponíveis com aprendizado de máquina e aproximação fuzzy. Usaremos todo o genoma do parasita e aumentaremos o número de cepas de WGS de humanos e hospedeiros não humanos. Esperamos contribuir com um sistema taxonômico que inclua também formas intermediárias de organismos vivos que no futuro, possa ser aplicado a outras formas de vida. Além disso, iremos contribuir para o conhecimento da diversidade do táxon. Neste modelo, a inteligência artificial e a análise geoespacial demonstram a possibilidade de utilizar esta nova abordagem para identificar áreas de hotspot, na transmissão de populações parasitas “limítrofes”.
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Maria Leal-Zanchet

Ciências Biológicas

Zoologia
  • taxonomia e filogenia de tricladidos límnicos (platyhelminthes) na região neotropical
  • A diversidade taxonômica dos tricladidos límnicos na região Neotropical tem sido considerada baixa em comparação com outras regiões. No entanto, estudos em andamento têm indicado alta diversidade de Dugesiidae e Dimarcusidae em ambientes límnicos, inclusive em ambientes hipógeos. Adicionalmente, o conhecimento das relações filogenéticas dos Dugesiidae e Dimarcusidae neotropicais ainda é incipiente. O projeto possui o objetivo geral de ampliar o conhecimento da diversidade taxonômica de tricladidos límnicos na região Neotropical e realizar análises filogenéticas, com base em dados morfológicos e moleculares. As amostragens serão realizadas de forma direta em ambientes epígeos e hipógeos da região. Para identificação taxonômica, os animais serão analisados quanto à sua morfologia externa e interna. Para determinação das espécies e análise dos dados filogenéticos moleculares, serão utilizadas Máxima Verossimilhança e Inferência Bayesiana com o conjunto dos dados concatenados. Para a análise cladística dos dados morfológicos, serão considerados caracteres morfológicos utilizados para a descrição de espécies na literatura. Os resultados parciais obtidos serão apresentados em eventos científicos e publicados em periódicos científicos e de divulgação. Os resultados finais serão submetidos para publicação em periódicos de circulação internacional e nacional. Com o desenvolvimento do projeto, pretende-se, também, contribuir ao treinamento científico de biólogos, ao nível de Mestrado e Doutorado, e acadêmicos do Curso de Graduação em Biologia para atuarem como futuros pesquisadores e especialistas na identificação da fauna brasileira e na realização de análises filogenéticas, bem como subsidiar a formação de especialistas para ampliação dos grupos de pesquisa em turbelariologia.
  • Universidade do Vale do Rio dos Sinos - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Maria Mazotto de Almeida

Ciências Biológicas

Biotecnologia
  • enzimas microbianas: da redução de impacto ambiental de atividades industriais à geração de bioprodutos
  • Nós, seres humanos, impactamos enormemente o meio ambiente. A maneira como escolhemos morar, vestir e satisfazer nossas necessidades alimentares e energéticas não afeta apenas a disponibilidade dos recursos naturais em longo prazo, mas afeta o equilíbrio do planeta como um todo. A forma como consumimos peças de vestuário impacta severamente o ambiente. A indústria têxtil produz anualmente ~100 milhões de toneladas de produtos, sendo um setor industrial importante para a economia brasileira, que tem o quarto maior parque produtivo do mundo. Estima-se que para a produção de 1 kg de material têxtil são necessários 1,5-6,9 kg de produtos químicos. Dentre estes produtos químicos destacam-se os corantes, que são descartados em grandes quantidades, visto que 10-15% dos corantes não são absorvidos pela fibra alvo. O descarte inadequado de efluentes com corantes em ecossistemas aquosos leva à graves problemas ambientais. Os métodos físico-químicos nem sempre são eficientes na descoloração e redução da toxicidade do efluente, entretanto alguns microrganismos são capazes de biotransformar e mineralizar vários produtos químicos através da produção de enzimas, especialmente oxirredutases, e podem ser utilizados no tratamento de efluentes ricos em corantes. Desta forma, a primeira parte deste projeto objetiva isolar microrganismos degradadores de corantes e desenvolver um processo microbiano e/ou enzimático para o tratamento de efluentes têxteis. Além da forma como nos vestimos, nossa alimentação também causa um grande impacto ambiental. Em média o brasileiro consome 42 kg de carne de frango por ano. A avicultura nacional, além de alimentar o mercado interno, também se destaca no mercado internacional, somos o segundo maior produtor de frangos do mundo e o maior exportador, com uma produção anual de mais de 13 milhões de ton. Este é um volume impressionante de produção, que gera um volume igualmente impressionante de penas (aproximadamente 800 mil ton). Uma vez que se trata de um resíduo de demorada degradação, as penas são um grande problema para o descarte. Entretanto, ela é composta basicamente por queratina, uma proteína que se apropriadamente processada pode ser convertida em diversos outros produtos com valor comercial. A segunda parte deste projeto propõe o uso de microrganismos produtores de queratinases para degradação da rígida estrutura das penas e reaproveitamento deste resíduo da indústria avícola. Em linhas gerais, este projeto dividido em duas linhas distintas tem um mesmo objetivo comum, utilizar o potencial biocatalítico de microrganismos na redução do impacto ambiental causado pelo desenvolvimento humano e buscar alternativas para um futuro mais sustentável.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022